11 de outubro de 2013

Onde andam os portugueses?


No ultimo jogo do Benfica para o campeonato Português, frente ao Estoril, os encarnados apresentaram um onze inicial com... zero portugueses. O único português do lado do Benfica a pisar o relvado do Estoril foi Rúben Amorim que entrou aos 88 minutos. A que se deve esta razia de portugueses? Não deveria um clube português utilizar mais jogadores portugueses? É a globalização diriam uns. Correto, porém para que gastar milhões quando se tem um produto similar ou muitas vezes melhor e sem custos?

Será que Nelson Oliveira tem jogado pior que Rodrigo?
Será que João Cancelo tem jogado pior que Maxi Pereira?
Será que Ivan Cavaleiro tem jogado pior que Ola John?

Estes são apenas alguns dos casos mais flagrantes. Olhando para a imagem apresentada do lado direito temos um onze feito única e exclusivamente por jogadores portugueses, 9 deles formados nas escolas do Benfica, apenas Steven Vitória e André Almeida escapam.

Não quero com isto dizer que o Benfica deveria jogar apenas com portugueses, mas havendo bons jogadores, não apenas jogadores, mas  bons jogadores, o clube encarnado deveria aproveitar o que criou e suportou ao longo dos anos, sim porque anualmente são gastos milhares de euros para manter as escolas do Benfica, mas pergunto para que? Para que quando cheguem à idade de sénior virem as costas e assinem por outros clubes?

É estritamente necessário que o Benfica consiga de alguma maneira incutir na mentalidade do clube que pode e deve fazer uso dos jogadores que cria. Querendo ou não, esta negligencia por parte dos encarnados, que de resto afecta outros clubes do nosso campeonato afectam a selecção nacional que vê-se com escolhas bastante reduzidas ou de pouca qualidade muitas vezes precisamente por não ter por onde pegar.

Talvez a génese do erro esteja mesmo na Federação Portuguesa de Futebol e na Liga Portuguesa de Futebol Profissional que nunca impuseram limites aos clubes. Algo oposto ao que acontece em alguns dos melhores campeonatos europeus. Em Espanha por exemplo apenas é concedida a inscrição a 3 jogadores extra-comunitários por época. Na Ucrânia por sua vez é obrigatório a utilização de x jogadores ucranianos no 11 inicial de cada jogo. Resta esperar para ver até quando os organismos responsáveis continuarão a fechar os olhos a este problema.

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